sábado, 2 de maio de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
novo livro de um participante no Jogo das 12 Palavras


Aqui fica a informaçao e o convite à vossa adesão ao evento.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
outros textos com as 12 Palavras do 11º Jogo

a caçada
convidaram-me para ir a Espanha a uma batida ao javali. a caça nunca me atraiu. nem percebo o porquê do convite dado ser bem conhecida a minha posição face a esta
actividade que tantos insistem em designar por desporto. fui. de boleia com Maurício e mais 3 companheiros.. levei a máquina fotográfica. a situação era, no mínimo, estranha. dentro do jipe a excitação crescia à medida que cada um contava as suas caçadas. eu, calado. a estrada, uma vasteza de chegar a temer, perdia-se no sombrio e plúmbeo horizonte. imensa linha soberana que nos conduzia. os meus colegas de viagem falavam agora de um safari em que um deles abatera um tigre e, quase, quase….um elefante. senti um vento forte levantar-se. via os redemoinhos de pó, folhas e pequenos troncos rodarem á frente do jipe agora mais semelhando um navio perdido num oceano de brumas. a cada oscilação, cada sacudidela, as vozes dos narradores calavam-se. se assustados não sei. senti um abanão mais forte e a voz de Maurício alta, excitada. acorda, chegámos. deixa lá os braços de Morfeu homem.
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julga-se importante, o senhor vento, mas afinal é um des-soberano. não domina toda a situação. por vezes agressivo tigre, outras, velho e desdentado animal, perdido nas memórias e des-memórias, ilusões e recriações de si.
do outro lado da porta a voz de minha mãe repetia: João, são horas de deixares Neptuno e ires conviver com Morfeu…